Como escolher um canal de marketing para a tua PME

Aprende a escolher um canal de marketing para a tua PME, com critérios para avaliar objetivos, público, recursos e resultados.
Ilustração com cartões de pesquisa, redes sociais, email, presença local e contactos profissionais para escolher um canal de marketing.

Há uma recomendação nova todos os dias: publicar mais vídeos, investir em anúncios, enviar uma newsletter ou estar no LinkedIn. Para quem gere uma PME e já tem uma agenda cheia, o difícil é perceber por onde começar.

Escolher um canal de marketing implica olhar para o negócio: quem queres alcançar, que serviço pretendes vender e quanto tempo consegues dedicar à comunicação e ao acompanhamento dos contactos. Uma boa decisão deve caber na realidade da tua equipa.

Em vez de abrires várias frentes ao mesmo tempo, escolhe uma prioridade e define como vais avaliar o trabalho. Estas cinco perguntas ajudam-te a fazer essa escolha com mais critério.

1. Que resultado precisas de alcançar?

“Ter mais visibilidade” pode ser um ponto de partida, mas ainda diz pouco sobre o que precisas de fazer. Queres receber pedidos de orçamento para um serviço específico? Atrair pessoas à loja? Voltar a vender a clientes que já conhecem a empresa?

O resultado pretendido muda a escolha do canal e a forma de comunicar. Um pedido urgente de reparação tem um percurso diferente da contratação de uma consultoria que exige várias conversas.

Escreve uma frase simples: “Queremos receber pedidos de orçamento para manutenção de jardins na nossa zona”. Este exemplo é ilustrativo. Substitui o serviço e o resultado por aquilo que faz sentido para a tua empresa.

Acrescenta depois o que torna um contacto relevante: localização, necessidade, tipo de cliente ou dimensão do trabalho. Assim, consegues distinguir movimento nas plataformas de oportunidades que a equipa pode acompanhar.

2. Como é que o cliente procura e escolhe?

Começa pelas conversas que já tens com clientes. Pergunta como encontraram a empresa, o que compararam e que informação lhes faltava antes de contactar. As respostas dão-te pistas mais úteis do que seguir a plataforma do momento.

Quando já existe uma procura concreta

Se as pessoas pesquisam pelo serviço quando precisam dele, a presença na pesquisa merece atenção. A documentação da Rede de Pesquisa da Google explica que os anúncios podem aparecer associados a pesquisas relacionadas com as palavras-chave da campanha. Isso permite trabalhar uma procura existente, embora um clique continue a não garantir um pedido ou uma venda.

Num negócio local elegível para um Perfil de Empresa no Google, verifica também se a informação está completa e atualizada. A orientação oficial sobre resultados locais destaca a importância de dados corretos e de fatores como relevância, distância e popularidade. O perfil local e os anúncios pagos são ferramentas diferentes.

Quando o cliente precisa de conhecer o teu trabalho

Em serviços visuais, mostrar projetos, pormenores e formas de trabalhar pode ajudar a explicar a oferta. As redes sociais podem ser uma hipótese a testar se o teu público as usa para descobrir ou avaliar empresas como a tua.

Se vendes a outras empresas, procura perceber onde os decisores acompanham assuntos profissionais e como chegam aos fornecedores. Conteúdos no LinkedIn, relações profissionais ou recomendações podem fazer parte desse percurso. Não assumas que todos os negócios entre empresas precisam da mesma plataforma.

Quando já existe uma relação

O email pode fazer sentido para manter contacto com pessoas que esperam receber comunicações da empresa e para apresentar informação relevante ao longo do tempo. Se ainda não tens uma lista adequada, não contes com esse canal como solução imediata para encontrar novos clientes.

3. Consegues manter o canal com os recursos disponíveis?

O custo de um canal inclui o trabalho que dá. Há conteúdos para preparar, imagens para selecionar, mensagens para responder e resultados para analisar. Junta estas tarefas ao investimento em publicidade, quando existir.

Antes de decidir, confirma três pontos:

  • Conteúdo: consegues produzir materiais úteis com regularidade?
  • Acompanhamento: existe alguém responsável por responder aos contactos?
  • Destino: o site ou a página de contacto explica o serviço e funciona bem?

Imagina uma pequena carpintaria com bons projetos fotografados, mas pouco tempo para gravar e editar vídeos. Pode ser mais realista começar por publicações com fotografias e descrições claras do que assumir uma rotina diária de vídeo. É um exemplo de capacidade de execução, não uma regra para o setor.

Se precisas de organizar primeiro a base do negócio, consulta o artigo sobre como começar no marketing digital com pouco orçamento.

4. Que canal merece ser testado primeiro?

Depois de responder às perguntas anteriores, escolhe uma hipótese. Podes dar a cada opção uma classificação simples: encaixa bem, exige preparação ou não é prioridade neste momento.

Compara o mesmo conjunto de critérios:

  • O público que queres alcançar utiliza este canal para a necessidade em causa?
  • Consegues explicar a oferta no formato disponível?
  • Tens orçamento e tempo para manter o teste?
  • O cliente encontra um próximo passo claro?
  • Consegues registar os contactos e perceber a sua qualidade?

Uma empresa de reparações pode querer testar a pesquisa para um serviço que as pessoas procuram com urgência. Uma marca de peças artesanais pode explorar conteúdos visuais para mostrar materiais e acabamentos. São hipóteses ilustrativas: em ambos os casos, a decisão precisa de ser confirmada com os resultados do próprio negócio.

Escolhe uma oferta, uma zona ou um público bem definido. Isso torna mais fácil perceber o que estás a aprender, sem dispersar o trabalho por demasiadas combinações.

5. Como vais decidir se deves continuar?

Antes de começar, define um limite de investimento e uma data de revisão. O prazo deve ter em conta o tipo de ação e o tempo que os clientes costumam demorar a decidir. Uma campanha paga e um trabalho de conteúdo orgânico não se avaliam necessariamente ao mesmo ritmo.

Regista os pedidos recebidos, quantos correspondem ao serviço e quantos avançam para proposta ou venda. Para criares esse registo, usa o guia sobre como medir pedidos de orçamento por canal.

Se houver visitas e poucos contactos, revê a oferta e a página de destino. Se chegarem pedidos pouco adequados, analisa a mensagem e o público. Se existem boas oportunidades sem resposta atempada, o acompanhamento comercial também precisa de atenção.

A melhor escolha é aquela que consegues trabalhar, medir e melhorar na tua realidade. Começa com uma hipótese clara e usa o que aprendes para decidir o passo seguinte. Se queres ajuda a escolher a prioridade e a organizar o teste, fala com a Soler sobre os objetivos da tua PME.

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